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AMOR PELO PODER DIFICULTA O PODER DE AMAR
Jaime Folle
A grande maioria de ocupantes de cargos importantíssimos ama o poder, acima de qualquer coisa, gosta de estar em destaque em relação aos outros, de ser cortejado, servido e admirado, porém, não consegue amar os seus na mesma intensidade.
Talvez isso aconteça porque o afeto e o carinho que recebe dos outros, que dependem dele, não são tão sinceros assim, maculados por interesses dos que estão abaixo em ocupar o seu lugar e, por isso, o bajulam para permanecer na sombra deste poder.
Muitos, nos dias de hoje, assim como fez Calígula no passado, antes de chegar ao poder se parecem gentis e afetivos, porém, ao chegar lá, não querem ver seu trono ameaçado, e por isso, o poder transforma-se, assim como transformou Calígula, o aprisionado no cargo, que perseguiu a quem lhe fizesse sombra. Calígula era mais uma pessoa despreparada para assumir o poder. Foi tão seduzido que, no final, queria ser reconhecido como um deus.
Ao aderir ao poder, algumas pessoas não querem demonstrar suas fragilidades, suas fraquezas, incompetências e, por isso, fazem uso do cargo como arma para inibir os que estão à sua volta e garantir-se no topo, por vezes esmagando, humilhando, desrespeitando, e é agarrados neste amuleto que esquecem totalmente a capacidade de amar.
Um líder que ocupa determinado poder deve amar, mesmo frustrado em seu cargo. Muitos líderes amam se tiverem retorno, assim, os seus liderados o consideram temível porque se esconde atrás de um cargo um perverso perigoso, como se este cargo fosse sua única arma de apoio para comandá-los.
Só conheci uma história que veio com um poder sem igual e pediu, com humildade, para amar e ser amado desceu aos patamares mais impressionantes da dependência dos homens, subjugou-se as leis humanas, implorou o nosso amor e a nossa ajuda, mesmo com o poder de destruir a quem se atravessasse em sua frente. Mostrou-se humilde, ético, amoroso aos seus discípulos; um líder de um poder imprescindível que, nem por isso, fez subir à sua cabeça o devaneio deste poder e manteve-se firme no propósito de amor aos que estavam abaixo Dele.
O que entristece é que nem sempre os que ocupam funções e cargos importantes têm tolerância e capacidade de ouvir sem impor suas idéias na base da força, usando primeiramente o amor como arma principal.
Encenar a peça da vida é alçar o vôo com o uso da inteligência e do amor, jamais usar a força do poder no cargo que ocupa, pois mais adiante poderá precisar daqueles que pisou em cima, e quem ama o poder em demasia dificulta a capacidade de amar o seu semelhante.
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