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VISÃO POSITIVA
PECADOS DO NATAL Por: Jaime Folle
Cuidem o pecado do consumo que está atormentando o mundo, mais que as próprias guerras!" (Papa Bento XI)O Natal se aproxima e os pecados que se comete todos os anos são as tentações dos carnês e financeiras, sem um pensamento racional para praticá-los. Nada é mais atrativo aos olhos dos pecadores do que visuais de belos produtos, dos mais diversos setores, que por onde quer que ande, lá estão eles chamando a atenção, ouriçando os pensamentos e os estímulos da infidelidade dos consumidores, e por conseqüência, paga-se por este pecado nos meses que sucedem o Natal.
Quando passa a euforia dos primeiros dias das compras de final de ano é que cai a ficha do que foi feito. Aí começa uma longa peregrinação: como fazer para pagar as contas? Um martírio que acaba atingindo pessoas próximas, que sem querer, também pagam pelo calvário de sentir queimar em suas mentes, os reclames de um consumidor choramingando de tristeza pelo pecado que cometeu e que vai durar meses, até que os carnês acabem e, em muitos casos, as prestações se aproximam do próximo Natal.
Embora milhões de pessoas cometam este pecado, buscam, em atos impensados, quinquilharias eletrônicas, celulares, roupas, carros, motos, bicicletas, produtos que variam de um real a valores mais elevados e, por vezes, muito acima da sua capacidade de pagá-los.
Surge então este novo pecado, dentro de um sistema de mercado que empurra o indivíduo a uma situação onde fica entre o gatilho e a janela da consciência, culpando-se por ter efetuado tal compra e, por outro lado, aniquilado-se por não ter aproveitado a oportunidade de comprar.
Para certas pessoas, o ato de consumir no Natal é tão poderoso que sua capacidade de controle gera um conflito social e, como a consciência dos novos tempos é virtual, tem-se a noção de que se pode apagar as contas da mente, do mesmo modo que deleta-se o que não se quer de um computador. Porém, ao acordar todos os dias, percebe-se que o registro só será eliminado após o pagamento efetivo.
Como também sou um pecador do consumo, espero, neste Natal e fim de ano, me confessar e pagar estas indulgências o mais breve possível para conviver em paz comigo e com minha família, longe dos tormentos de carnês e as contas dos cartões de crédito.
Ainda há tempo para pensar antes dos impulsos das compras.
Até a próxima!
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