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Diana Pelozato, uma celso-ramense na Brigada Militar

  O Dia do Soldado é comemorado anualmente em 25 de agosto no Brasil, o qual surgiu em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva "Duque de Caxias", patrono do Exército Brasileiro, que nasceu no dia 25 de agosto de 1803 e lutou em várias guerras e combates dentro do território nacional e no exterior.
Para homenagear os soldados da Região dos Lagos, a equipe do Jornal Correio dos Lagos entrevistou a jovem Diana Mary Pelozato, filha de Idalino Pelozato (in memorian) e Nilcéia Salette Spagnoli Pelozato. Apesar de ter nascido em Anita Garibaldi, ela se considera celso-ramense, pois sempre residiu na terra da cana-de-açúcar e aos 28 anos de idade exerce sua função com maestria no 24º Batalhão de Polícia Militar (24º BPM) de Alvorada/RS. É formada em Bacharel em Comunicação Social - Habilitação em Relações Públicas com Pós-graduação em Gestão Empresarial com ênfase em Marketing de Relacionamentos e Gestão Estratégica de Pessoas e cursando MBA Gestão de Recursos Humanos. Diana também realizou o Curso Básico de Formação Policial Militar / Curso Superior de Tecnologia em Aplicação de Polícia Militar. Conheça um pouco mais da trajetória de Diana na carreira militar.

Correio dos Lagos:  Há quanto tempo faz parte da Brigada Militar do Rio Grande do Sul? 
Diana Mary Pelozato: Desde 16 de novembro de 2016.

Correio dos Lagos: Como e quando surgiu a vontade de trabalhar nessa área?
Diana: Ingressar numa carreira militar sempre foi um sonho. Quando me inscrevi para o concurso da Brigada Militar já estava às vésperas de completar 25 anos, data limite do concurso, então me dediquei ao máximo, pois sabia que seria a minha última oportunidade de ingressar.

Correio dos Lagos: Como foi o processo de ingresso e quanto tempo demorou?
Diana: O concurso é composto por etapas, sendo elas: prova escrita de conhecimentos gerais, avaliação médica, teste físico, teste psicológico e investigação social. Essas etapas duraram em torno de um ano para serem concluídas, porém só ingressamos depois de dois anos por questões orçamentárias do Governo do Estado.

Correio dos Lagos: Relate as etapas que passou e como foi essa experiência?
Diana: A primeira etapa foi uma prova composta de 50 questões, precisava acertar 50% da prova e não zerar em nenhuma matéria. A segunda etapa foi a avaliação médica onde apresentamos uma relação de exames pedidos pelo edital e passamos por uma criteriosa avaliação do corpo médico da Brigada Militar. A terceira etapa foi o teste físico, onde era necessário correr 2km em 12 min, fazer 30 abdominais em 1 min e 10 flexões. A quarta etapa foi divida em duas etapas, numa delas foram aplicados testes psicotécnicos e na segunda feita uma entrevista com psicólogos credenciados. A quinta etapa foi a entrega dos documentos que comprovam escolaridade, habilitação e certidões negativas de antecedentes criminais.

Correio dos Lagos: Como a família reagiu a essa sua escolha? Teve influência de alguém? Algum familiar trabalha nessa área?
Diana: Sempre tive total apoio da minha família. Sou a primeira a seguir na carreira militar e tive o incentivo e influência de amigos que atuam na área.

Correio dos Lagos: Quais os maiores desafios e dificuldades enfrentadas? 
Diana: A distância eu posso considerar a maior dificuldade e o maior desafio. Estar longe do meu filho, mãe, irmãos e sobrinhas é algo que ninguém consegue se adaptar.

Correio dos Lagos: Hoje você é soldado da Brigada Militar, pretende buscar novos caminhos dentro da Polícia?  O que espera para o futuro?
Diana: Sim. Quero futuramente cursar a faculdade de Direito, tendo em vista a ascensão na segurança pública.

Correio dos Lagos: O número de mulheres na polícia ainda é bem inferior ao número de homens, você passou por alguma situação de preconceito?
Diana: Todos passam pelos mesmos testes e as mesmas provas. Talvez o preconceito parta de quem está de fora e não conheça o mundo militar.

Correio dos Lagos: O que tem a dizer para aqueles que pretendem ingressar nessa carreira?
Diana: É necessária muita dedicação aos estudos e preparação física. É preciso inteligência, paciência, curiosidade, persistência e autocontrole. Quem quer ingressar deve ter em mente que a carreira policial não é um emprego como outro qualquer. As características do seu trabalho são bastante peculiares, o que justifica uma legislação totalmente particular que atenda suas especificidades. A carreira militar agrega valores, conhecimentos e experiências ímpares. É uma carreira, que ao mesmo tempo em que é desafiadora, também é muito gratificante.

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