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Ela é sinônimo de superação, determinação e fé

Há 14 anos, Angela convive com o Parkinson
Cerca de 20 dias, a anitense fez a cirurgia para implantação do DBS, um “marca-passo”, inserido no cérebro que irá auxiliar no tratamento e no controle da Doença de Parkinson
“Não é a cura, mas traz a possibilidade de qualidade de vida bem melhor”.
Em abril de 2024, o jornal Correio dos Lagos abordava o tema Parkinson, pela primeira vez. Naquele momento, enfatizava os desafios de dos anitenses que convivem com a doença e diariamente buscam melhorias na qualidade de vida.
Uma das pessoas que passou a ser exemplo de superação e fé, é a professora Angela Macedo dos Santos, que convive com o Parkinson há 14 anos, porém o diagnóstico ele só teve acesso quatro anos depois dos primeiros sintomas.
Na primeira matéria falando sobre a doença de Parkinson, Angela enfatizou os tratamentos utilizamos através de medicamentos e de já estar na fila de espera do SUS, para implantação do DBS - do inglês Deep Brain Stimulation, que trabalha na Estimulação Cerebral Profunda. A DBS é um procedimento cirúrgico que implanta um dispositivo semelhante a um "marca-passo" para enviar impulsos elétricos ao cérebro, aliviando sintomas como tremores, rigidez e lentidão. Não é a cura para a doença, mas visa melhorar a qualidade de vida, a redução de medicamentos.
Na fila desde fevereiro de 2023, em 8 de julho de 2025, chegou o grande dia da cirurgia que ocorreu bem e passados 20 dias do procedimento, Angela conversou com a equipe do jornal Correio dos Lagos novamente.
“Estou bem, sem dores, no processo de adaptação do DBS que leva cerca de seis meses, nesse período passarei mensalmente por ajustes do aparelho e minha expectativa é a melhor. Daqui seis meses imagino que estarei dirigindo novamente, caminhando, fazendo minhas atividades físicas, tendo uma vida mais próxima do normal, espero chegar ao final desses seis meses uma outra Angela”, destaca.
Desde os primeiros sintomas do Parkinson, Angela já iniciou com medicação. “Quando inicie com a medicação há 14 anos, eu tomava ¼ do medicamento Prolopa 4 vezes ao dia, agora antes da cirurgia estava tomando 1 prolopa inteiro sete vezes ao dia, fora os outros medicamentos e agora reduzi muito a medicação, pois antes a doença era controlada pela medicação, agora será pelo aparelho”.
O Parkinson possui mais de quarenta sintomas e cada pessoa pode desenvolver diferentes sintomas, no caso da Angela, foi a rigidez muscular e com o passar do tempo, passou a ter lentidão e recentemente um pouco de tremor.
Devido a cirurgia, Angela precisou raspar o cabelo, porém ela diz que já estava preparada psicologicamente, e foi a melhor coisa que ela fez.
Perguntada sobre as maiores dificuldades enfrentadas hoje, ela destaca que são as atividades básicas do dia a dia, como trocar uma roupa, ir ao banheiro, detalhes feito ao automático, mas que para ela agora, está sendo um grande obstáculo.
Muitas pessoas que não conhecem a sua história, provavelmente se perguntam, qual o seu problema? Mas entre sorrisos e momentos de emoção, Angela coloca que se for a sua missão aqui na terra, ser exemplo para outras pessoas e através de sua luta, fazer palestras e contar a sua história, ela está preparada. “Eu tive problemas de aceitação, estive em outros estados, tentando encontrar alguém que dissesse que não era Parkinson, mas quando você não pode deter o inimigo, alie-se a ele, a vida continua, um pouco mais difícil, limitada, a vida continua”.
Ela enfatiza o apoio recebido da Viva Parkinson desde o início de sua doença.
Participação no 4º Festival Inclusão em Cena no Paraná
A professora que atualmente está de licença devido a cirurgia, realmente é exemplo para muitas pessoas, como os colegas parkinsonianos de Anita e mais recentemente para uma multidão de pessoas que participaram do 4º Festival Inclusão em Cena em Curitiba no Paraná.
Através do Projeto Coletivo Inclusão, no qual, o grupo de Parkinson de Anita Garibaldi faz parte, a convite da associação TEAMA, eles passaram a ter aulas de música e dança semanalmente e na última semana estiveram em Curitiba para uma apresentação.
O diferencial é que o evento é voltado para pessoas frequentadoras de Apaes e autistas, e o grupo de Parkinson foi convidado a participar com apresentação de música, dança e uma fala da Angela sobre a Doença de Parkinson, além da participação de uma roda de conversa sobre o tema.
“Participar do evento foi gratificante, fomos sabendo que era um festival e importante, mas não tão importante como foi. Após a apresentação todos emocionados, tomou uma grande proporção, foi uma experiência fantástica. Uma superação, tudo é crescimento e evolução”, destaca a professora que junto dos colegas do grupo, a coordenação do projeto Coletivo Inclusão, Eliane dos Santos Almeida e voluntários, confeccionaram canetas com um enfeite de Tulipa, símbolo do Parkinson que foram distribuídos aos participantes.
Sobre a participação do projeto Coletivo Inclusão, ela destaca que é fantástico. “Sabemos que precisamos praticar atividades, a equipe é maravilhosa, a coordenação, professores dinâmicos, atenciosos, um amparo importante e significativo par anos parkinsonianos”, finaliza Angela.
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