Pescadores são flagrados em área de risco da Usina Hidrelétrica Barra Grande

12 Abril 2019 09:00:29

Divulgação - 653

A invasão às áreas de acesso proibido da Usina Hidrelétrica Barra Grande está colocando em risco a vida de pescadores que insistem em praticar a atividade no local. A pesca nas proximidades da Usina vem causando enorme preocupação à BAESA, já que a permanência nesses locais é ilegal e extremamente perigosa, podendo até causa a morte dos invasores.

Para tentar inibir essa prática, a BAESA instalou câmeras de segurança em todo o empreendimento, inclusive no Mirante da Usina, monitorado 24 horas por dia e cujo horário de funcionamento é das 6 às 18 horas. A empresa optou por fazer esse monitoramento em decorrência dos constantes atos de vandalismo no local, que é mantido apenas para oferecer à população um espaço para visitação e incentivar o turismo.

As ações da BAESA, no entanto, não têm alcançado o êxito desejado. No mês de fevereiro, por exemplo, a Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada para retirar quatro pessoas que estavam próximas ao Vertedouro. E mesmo com toda a advertência e orientação, o fato voltou a ocorrer outras vezes, sendo a última invasão registrada no dia 15 de março, quando novamente quatro indivíduos (incluindo um menor de idade) invadiram a área particular da BAESA por um acesso secundário.

De forma inconsequente, eles escalaram um muro e permaneceram abaixo do Vertedouro, área considerada de altíssimo risco, visto que com a abertura das comportas é liberado um volume elevado de água, suficiente para arrastar pessoas que estejam próximas e causar afogamentos. Não bastasse esse risco enorme, essa prática configura crime ambiental, já que eles portavam materiais de pesca proibidos.

Nessa ocasião, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul foi acionada para retirar os invasores, que assinaram termo circunstanciado e vão responder por crime ambiental e invasão de propriedade, além do pagamento de multa. Vale ressaltar que, caso fosse necessário a interrupção da geração de energia, a situação teria agravantes e prisão em flagrante, podendo cada um deles responder por crimes cuja pena varia de 5 a 8 anos de reclusão.

A BAESA vem tentando evitar problemas para os invasores, buscando conscientizar a população sobre os riscos causados por essa prática indevida e irresponsável, que pode até causar a morte. Além disso, a empresa conta com o apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, Brigada Militar do Rio Grande do Sul e Polícia Ambiental dos dois estados.

Imagens




correiodoslagos


EDITORIAS
1547797947.jpg

Rua Frei Rogério, 405, Sala 2, Centro, Anita Garibaldi, CEP 88590-000
Fone (49) 3543-0260

Redação: redacao@jornalcorreiodoslagos.com.br

Comercial: comercial@jornalcorreiodoslagos.com.br

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Correio dos Lagos