Matéria especial

Ela venceu a Covid-19

Kely Matos - 716

Uma doença silenciosa, que muitas vezes chega sem sintomas e muda totalmente a rotina e a vida das pessoas. A doença Covid-19, o vírus Coronavírus, mudou a vida do mundo, dos brasileiros, catarinenses e gaúchos, como foi o caso da esmeraldense Jossemara Serafim da Motta, de 51 anos de idade. Ela que é vereadora no município, é esposa, mãe... descobriu a doença no dia 4 de junho de 2020.

O sintoma que Jossemara teve foi apenas dor de cabeça que se intensificou no dia 4, quando acordou pela manhã com dor muito forte de cabeça, se sentindo mal e procurou o hospital. Ela ficou internada por sete dias em Vacaria/RS, sendo os três primeiros dias com muita dor. "É um processo muito doloroso, desde o momento que você sabe que está positivo ao momento da internação, isolamento, processo doloroso e triste, e tudo é muito rápido, de uma hora para outra você se isola do mundo, não tem mais contato com a família, não sabe o que vai acontecer e passa um turbilhão de coisas na cabeça. Eu estava bem, sem sintomas nenhum, apenas dor de cabeça e no dia 4 de tudo mudou", lembra Jossemara.

Ela não possui doenças crônicas e realizou dois testes para Covid-19, sendo um teste rápido e outro encaminhado ao Lacen de Porto Alegre/RS. Perguntada sobre quais os agravamentos para levar à internação, Jossemara destaca que estava com baixa saturação, dificuldades para respirar e uma lesão pulmonar verificada através de tomografia.

Com relação ao tratamento e medicação utilizados durante a internação, a vereadora enfatiza que ao dar entrada no hospital assinou um termo para uso da Cloroquina. Ela teve alta hospitalar no dia 10 de junho e diz que o que mudou na rotina são os cuidados que aprendeu no hospital, como usar o álcool em gel em tudo, até na limpeza do celular, maçanetas, objetos, enfim, que a contaminação é comunitária, então não se sabe onde o vírus está.

Perguntada se ela tem ideia de como contraiu a doença, ela destaca que sempre tomou todas as precauções desde o início. "Perguntei para o médico infectologista de que forma eu poderia ter pego, aí ele respondeu que como é uma transmissão comunitária, não precisa ter contato direto com as pessoas, pode ter sido alguma coisa contaminada que eu encostei, um celular que peguei, maçanetas, documentos que poderiam estar contaminados, e não sabemos de onde vem. Por isso insistem no isolamento e eu concordo, pelo menos nos 14 dias a pessoa fica dentro de casa e se cuidando", destaca, enfatizando também que o médico infectologista repassou a ela que ela está imune à doença, porque desenvolveu os anticorpos. "Quando dizem que 80% a 90% da população vai ter que pegar, a gente torce para as pessoas que pegarem estejam bem de saúde, tenham sintomas leves e a população vai se autoimunizando".

Com relação ao preconceito, Jossemara diz ter enfrentado mais esse obstáculo. "Sofri preconceito, pois as pessoas acham que você está contaminada e contaminou outras pessoas por negligência. Só tive o resultado positivo após sete dias e nesse período eu tive contato com outras pessoas, mas não sabia que estava com a doença e muitas pessoas passam pela mesma situação e ninguém se contamina por que quer. A família sofre preconceito junto, mas o carinho de muitas pessoas conforta, acredito que essa Covid veio para dar uma balançada no mundo, para desacelerar, para que aprendamos a conviver em família, ter respeito e empatia pelo próximo. Reavaliar a essência, a vida... Vamos buscar tirar coisas boas dessa pandemia".

A mensagem que Jossemara deixa é para que as pessoas sigam as orientações da Secretaria de Saúde, dos decretos, que apoiem quem contrair essa doença, que exerçam o amor ao próximo, sem julgamentos, sem rótulos, pois isso tudo é muito novo para todos e a pessoa que ficar doente pode não voltar para casa. "Não façam disso um motivo para discussões e polêmica. Se tiverem os sintomas não tenham medo de ir no posto e se der positivo não esconda, não tenha medo de dizer que está com a Covid e com os sintomas", finaliza Jossemara, que enaltece também o trabalho dos profissionais de saúde que lhe atenderam e todo o apoio e o carinho recebido.


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