Do diagnóstico à luta contra o Câncer de Mama

Kely Matos - 732

Primeiro a dor, depois uma secreção sendo expelida pela mama e em sequência o diagnóstico que deixou a técnica de enfermagem de 50 anos de idade, moradora de Anita Garibaldi, Vonite Mari de March, sem chão.

Ela descobriu o câncer de mama em março de 2019 e em conversa com a equipe do Jornal Correio dos Lagos, lembra de como foi receber o diagnóstico da doença. "Eu fiquei péssima, por eu ser da área da saúde, nunca imaginei que poderia passar por isso. Demorei contar para minha família, tentei esconder, mas o médico que já estava me acompanhando, Dr. Rodrigo Raineski, me fez contar. Eu não me preocupava com minha saúde, só pensava que eu tinha que cuidar bem das pessoas e ter cuidados com meus pais", lembra.

O tratamento para ela foi uma fase muito triste, porém feliz ao mesmo tempo, pois a cada dia observava os resultados positivos. Necessitou fazer cirurgia para retirada de nódulos, fez quimioterapia, radioterapia e continua o tratamento com quimioterapia oral diária que se prolongará, com acompanhamento do médico, por cinco anos e a cada dois meses realiza uma bateria de exames e também faz fisioterapia. "Esse período de tratamento tem muitas reações. Passei por todas as fases de reações, desde a queda do cabelo, das unhas, sobrancelhas, cílios e os dentes amoleceram. Fiquei meses sem conseguir me olhar no espelho", comenta a técnica de enfermagem.

Todo o tratamento de Vonite aconteceu pelo SUS, sendo a cirurgia para retirada dos nódulos realizada em Lages e o tratamento com quimioterapia, radioterapia e fisioterapia realizado em Joinville. "Fui muito bem atendida sempre, com os melhores médicos e enfermeiros, atendimento muito especial. Nunca precisei esperar na fila para fazer qualquer procedimento, desde atendimentos, exames e medicação."

Perguntada como se sente hoje, Vonite diz estar bem melhor, se sente bem, porém o tratamento continua. "Tenho gratidão especial a minha família, pais, filhos, irmã, sobrinhos e netos e mais agradecida pelo enorme carinho, atenção e ajuda do meu esposo Odirlei que não mediu esforços para me ver bem, luta comigo diariamente para me ver curada. Quero dizer para outras mulheres que não tenham medo. A princípio é como se o chão abrisse e fosse enterrada viva, mas temos anjos do nosso lado que conseguem nos fazer voltar a acreditar que a vida pode ser muito boa, mesmo com um diagnóstico triste", enaltece.

Sobre o mês do Outubro Rosa, dedicado principalmente à prevenção do câncer de mama, Vonite destaca ser muito importante para que as mulheres não esqueçam de se cuidar e estarem ligadas a qualquer sintoma, mesmo que seja pequeno. "A batalha não é fácil, mas Deus nos dá forças para encarar e suportar tudo. Quero agradecer primeiro a Deus, aos melhores enfermeiros que temos em Anita (Rosangela, Camila, Evanor), porque nunca me abandonaram. Ao Rodrigo, secretário que me ajuda; ao Ondino, prefeito de Celso Ramos que nunca mediu esforços e muito me ajudou; o Hospital São José, de Joinville, sempre prontos e com atendimento especial; ao Dr. Roberto, oncologista que está sempre preocupado em me deixar bem. Gratidão a todos", finaliza Vonite que, apesar de todas as dificuldades e tristezas, mantém o sorriso no rosto e luta por uma doença que atinge milhões de mulheres anualmente.


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