João Cidinei: A força do querer

Ao trocar informações com a colega Kely Matos, sobre desdobramento do recurso no TSE que envolve a candidatura do prefeito reeleito João Cidinei, a jornalista observa: "Essa novela parece não ter fim". De fato, essa é a sensação para quem está envolvido no processo (candidato e eleitores) e também àqueles que têm a tarefa de apenas dizer o que está acontecendo (que é o caso da equipe do Correio dos Lagos). E além de parecer uma longa novela, dá impressão que quando acaba começa de novo, como aquela mostrada à noite pela Globo.

A essas alturas já está protocolado uma peça chamada Agravo de Instrumento que ataca a decisão interlocutória do Ministro Luís Salomão do TSE. O julgador se manifestou pelo não prosseguimento do recurso protocolado pelo prefeito. Significa que não foi uma decisão terminativa e resolutiva, cabendo essa alternativa aos advogados que tentam reverter o indeferimento da candidatura de João Cidinei.

Agora você está dando sentença? Foi a indagação do prefeito, chateado com a notícia daquilo decidido pelo TSE. Depois ponderou que acredita na justiça e tem convicção na reversão do indeferimento insistindo na pregação: "Não roubei, não desviei recursos". Essa anormalidade não há opção de deixar de noticiar. Mas você que votou no prefeito reeleito siga torcendo, porque existe possibilidade de ele ter decisão favorável. E se isso ocorrer, aquilo que você quis nas urnas, confirmar-se-á para todos os efeitos.

CORRIDA CONTRA O TEMPO - O Agravo de Instrumento protocolado pela defesa de João Cidinei teve prazo aberto na terça-feira, dia 24. Os advogados teriam cinco dias para serem comunicados e mais 15 para apresentar a peça. Mas segundo o prefeito, o referido Agravo já fora protocolado, até porque é preciso uma decisão até 18 de dezembro. Ocorre que essa é a data da diplomação. E quem não é diplomado não pode assumir no dia 1.º de janeiro de 2021. 

DESDOBRAMENTO I - Caso João Cidinei obtenha a decisão favorável no TSE, seus 2.222 votos que seguem no sistema como 'anulados' terão validade. E com isso é confirmada a eleição conquistada no dia 15 de novembro. Será feita justiça àquilo que a maioria do eleitorado anitense decidiu, reelegendo-o para um segundo mandato. 

DESDOBRAMENTO II - Em não obtendo decisão favorável até a diplomação ou em caso de indeferimento do TSE, João Cidinei tem confirmada a anulação da votação. Uma nova eleição seria realizada, podendo a sua sigla lançar outro nome para disputar, assim como os demais partidos apresentarem novas candidaturas. Observe, respeitado eleitor de João Cidinei, a nova eleição é apenas uma hipótese informativa. Não significa torcida para que isso aconteça. 

CASO DE NOVA ELEIÇÃO - Ainda no campo da suposição de uma nova eleição (a gente insiste que é apenas hipótese) quem assumiria a Prefeitura no dia 1.º de janeiro seria um desses cinco nomes: Oliveira Conrado, Amilto Correa, Jamile Alves, João Paulo Salmória ou Julinho Pinheiro. É que caberia à Câmara eleger o presidente e esse assumiria como prefeito até a nova eleição. Como o PL tem maioria, elegeria com tranquilidade o presidente e, por tabela, o prefeito temporário. 


Julinho Pinheiro lá em fevereiro de 2014 já assumiu como prefeito de Anita. Esse registro é de um ato que participou como prefeito na época

AINDA O ASSUNTO - Inclusive o presidente eleito da Câmara poderia concorrer a prefeito sem se desincompatibilizar da função. E enquanto estivesse presidente da Câmara atuando como prefeito, assumiria na Câmara o primeiro suplente do PL, Jardel Suppi, que foi o nono mais votado. Mais uma vez a gente insiste, em respeito ao eleitor de João Cidinei, que esse desdobramento de nova eleição é somente em caso de indeferimento definitivamente da candidatura do prefeito reeleito.

DAQUILO QUE EU SEI... - Claro que aqueles derrotados nas urnas pensam em nova eleição em Anita. Mas interessante é o comportamento de líderes de alguns partidos. Até onde a gente sabe, ideia seria não lançar candidatos e nem apoiar este ou aquele lado, mas deixar que um representante do impugnado (no caso um nome do PL) e Henrique Menegazzo façam uma espécie de disputa às veras, cara a cara. Nesse caso se veria o que o anitense, de fato, quer. Será que todos os derrotados terão a humildade de não se meter no jogo? Claro que se houver nova eleição, logicamente! 

O CARA ERA ELE? - Não é uma provocação, mas um exercício do 'SE'. Na definição das coligações Kiko Salmória e Henrique Menegazzo decidiram sair juntos numa chapa. Isso só não se confirmou porque ambos queriam ser cabeça de chapas. A história da votação confirmou que quem tinha mais votos era mesmo Menegazzo. Como Kiko foi se aventurar - com o MDB de vice -, deu no que deu. Será que, se estivessem juntos na dobradinha Menegazzo e Kiko, a história teria sido outra nas urnas? Lembrando que em caso de nova eleição, a chapa de Menegazzo não muda. 


Inicialmente a ideia era dos dois juntos na disputa, mas como Kiko e Menegazzo queriam ser cabeça de chapa, a história já se conhece

VICE EM VARGEM - Mais num gesto de valorização que o descanso propriamente dito, a prefeita Milena Lopes tão logo venceu a eleição, conquistando o segundo mandato, descompatibilizou-se. Entregou o cargo ao vice, Santelmo Rodrigues, cuja atuação no cargo sempre foi harmônica com a titular. A partir de janeiro, Milena passa a atuar com o novo vice eleito, o vereador Ivo dos Passos, na dobradinha vitoriosa do PL com o PP em Vargem.


Milena transmitindo o cargo ao vice Santelmo em Vargem

O QUE HOUVE EM CELSO RAMOS? - Município foi o único do lado catarinense da Região dos Lagos onde o prefeito não conseguiu se reeleger. Ondino Medeiros buscou na força do MDB uma vice, dona Ivone Guarda, para emplacar um segundo mandato. Mas o eleitor optou por eleger Luizangelo Grassi com uma diferença surpreendente. Zinho, como é conhecido o prefeito eleito pelo PL em Celso Ramos, somou 57,79% dos votos. O atual prefeito patinou nos 42,21%. Além do desejo de alternância, a boa coligação englobando PL, PSD do vice Alvadir, Cidadania, PT e PDT ajudou fazer a diferença.


Zinho e Alvadir e a proeza de vencer um prefeito que tentava reeleição

A VOLTA DE MOISÉS - Salvo alguma manobra estranha à estratégia daqueles responsáveis por operar o retorno de Carlos Moisés ao cargo de governador, o comandante estará de volta à função. E por incrível que pareça, esse retorno teria a bênção do próprio PSD, liderado pelo presidente da Alesc, Júlio Garcia. Embora isso seja assunto de bastidores, sem nada oficial por parte das partes. Nesta sexta-feira, 27, quando o julgamento sobre afastamento em definitivo ou retorno à função estiver em análise, saiba que uma senhora manobra foi costurada para devolver o poder ao governador eleito pelo povo. O custo dessa operação, o tempo e os gestos podem apontar.


Garcia recebendo Moisés no período de afastamento do governador: Tá tudo combinado?




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