Professor natural de Anita é premiado como um “Educador Nota 10”

04 Agosto 2016 14:50:50

Thaís Soares - 513
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O professor de Português, Carlos Eduardo Menegazzo Canani, recebeu uma excelente notícia recentemente, relacionada à vida profissional. Ele é um dos dez vencedores do Prêmio Educador Nota 10, uma iniciativa da Fundação Victor Civita e da Rede Globo, considerado o maior prêmio educacional da América Latina.
O objetivo do projeto é destacar trabalhos nas mais diversas disciplinas para que sirvam de inspiração e possam ser replicados por outros professores. Neste ano, foram 4221 trabalhos inscritos e 771 em Língua Portuguesa, na qual o projeto de Carlos, chamado “Por um fio de memória” se insere.
Essa é a segunda vez que ele participa do Prêmio. Na edição do ano de 2014, ele ficou entre os 50 finalistas.
Segundo o professor, após a inscrição do trabalho houve a fase de seleção, em que foi solicitado o material comprobatório das ações realizadas ao longo do projeto. Para tanto, houve contato telefônico com a selecionadora, que realizou diversos questionamentos para conhecer melhor o trabalho e o seu perfil enquanto professor. “Todos os prêmios que ganhei recentemente foram muito bem avaliados pelos selecionadores. Na última sexta-feira (29/07), foram anunciados os nomes dos 50 professores finalistas e, logo em seguida, recebi uma ligação da comissão selecionadora do prêmio - composta por patrocinadores, membros da Editora Abril e da Rede Globo, além de nomes de referência nas disciplinas curriculares em que os projetos estavam inscritos. Nessa ligação, fui informado de que era um Educador Nota 10 deste ano. Fiquei muito emocionado e imensamente feliz com a conquista”, descreveu Carlos.

“Por um fio de memória”
O projeto “Por um fio de memória” foi desenvolvido ao longo do primeiro bimestre letivo de 2016, na turma de 8º ano da E.M.E.B. Suzana Albino França, instituição de ensino em que Carlos leciona atualmente na cidade de Lages.
O projeto consistiu no resgate das histórias familiares, que com o passar do tempo vão sendo perdidas por estarem presas à oralidade. Os alunos foram motivados a entrevistar seus avós e bisavós em busca das origens familiares e, posteriormente, produziram um texto de memórias literárias, recontando as histórias ouvidas. Para tanto, muitos textos do gênero elegido para o trabalho foram lidos e debatidos em sala de aula para que os alunos se apropriassem das características e do plano global dos textos de memórias. Em seguida, foi produzida uma “Rádio Memória”, por meio da qual os alunos realizaram a leitura expressiva dos textos, com sua gravação em áudio para que os familiares pudessem ouvir suas histórias narradas nas vozes dos próprios netos. “Dessa forma, o trabalho possibilitou ganhos significativos na aprendizagem dos eixos de ensino da língua portuguesa: leitura, escrita, oralidade e conhecimentos linguísticos. Como se tratou de uma sequência didática muito produtiva e que rendeu ótimos resultados na aprendizagem dos alunos, senti-me motivado a inscrever o trabalho no Educador Nota 10. Já conhecia o prêmio, pois no ano de 2014, na primeira vez que me inscrevi, já havia sido um dos finalistas. Contudo, queria ir ainda mais longe... Por mais que conhecesse o potencial do trabalho, não imaginava ser o vencedor de um prêmio tão disputado e importante como este”, contou.
Para o jovem anitense, mais do que uma enorme conquista, é a realização de um grande sonho. “Quem conhece meu trabalho sabe da minha dedicação e luta constante buscando sempre fazer a diferença na vida dos jovens de escolas públicas, com os quais convivo em sala de aula cotidianamente. Graças a Deus, tenho o privilégio de ver meu trabalho rendendo ótimos frutos recentemente, mas mesmo diante desse cenário, não esperava conquistar o prêmio. Esses projetos são o meu combustível profissional diário. Sem eles, não há por que continuar na educação. É essa vontade de fazer a diferença na vida desses estudantes que me move a seguir em frente, em busca de outros projetos e realizações e, sobretudo, de proporcionar uma aprendizagem ainda mais significativa para eles.”

As ligações com a terra natal
A Escola Isidoro Silva, da Lagoa da Estiva, foi o primeiro campo profissional de Carlos, a qual ele descreve como a “Minha escola do coração”. Lecionou também na E.E.B. Pe. Antônio Vieira e no polo anitense da Universidade Castelo Branco –UCB. Embora esteja morando e trabalhando em Lages, Carlos sempre enaltece o carinho por Anita Garibaldi, local onde estão suas origens e familiares.


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